Eu, Tu, eles: ontem ou um dia randômico

Acordei umas 13h. Das 13h50 às 16h fiquei na cozinha conversando com a Ilona, lituana que mora com o Paulius, quase médica – tá em vias de. O Paulius acabou de trampar 17h e a gente foi pra Trakai, a antiga capital do país, que fica a uns 30min de carro. Lá é cheio de lagos, fomos nadar um pouco, aproveitando que tem sol até 21h30. Enquanto mergulhávamos começamos a ver uma multidão na margem oposta do lago carregando bandeiras, tinha bateria, tavam gritando coisas. Ficamos brincando que era manifestação contra o preço da passagem de pedalinho. Entramos pra parte interna da cidade pra comer e ver o que era aquela merda e vimos que todos tinham marchado pra dentro do CASTELO construído na Idade Média no ponto mais protegido do território. Nesse castelo o Paulius já gravou um filme, onde ele era um SOLDADO DINAMARQUÊS fugindo dos soldados suecos na guerra sueco-dinamarquesa de sabe-se lá que século.

Lá dentro, bandeiras de uns 40 países, incluindo o Brasil e uma galera uniformizada, cada grupo de um país. Parecia ser a abertura de algum tipo de jogos esportivos. E era: MUNDIAL JÚNIOR DE REMO. Demos um rolê entre os participantes pra ver se achávamos os brasileiros, nada. As italianas chamaram a atenção, pela animação e pela beleza. Os italianos não eram lá essas coisas, mas os noruegueses… Nisso, um bielorrusso quis tirar uma foto comigo. Perguntei por quê, ele não soube responder, o Paulius mandou ele à merda. Saímos de lá achando que tava bom de aleatoriedade quando começou a rolar uns números musicais com lituanas loiras e lituanos depilados. Fomos comer, mas por ali era caro, daí resolvemos voltar pra Vilnius.

Sentamos num restaurante à beira de um rio e nos encostos dos bancos tinha umas aranhas tecendo teias. Ficamos uns 20min observando isso enquanto um casal do lado falava uma língua estranha que o Paulius chutou ser finlandês ou estoniano. Nisso a menina olhou pra gente e começou a falar em inglês das teias de aranha, que a essa altura eles também já tinham visto, e convidou a gente pra sentar com eles. Ao perguntar nossa nacionalidade, começou a brincar que éramos bons no futebol e eles eram um lixo e eu falei que eles tinham tido um bom jogador, Litmanen, que jogou no Ajax de Amsterdã. Ela disse que tinham que mandar uns finlandeses pro Brasil, não entendi se pra treinar ou pra FAZER FILHOS, e depois trazer de volta pra melhorar o futebol deles, e que o Litmanen era da cidade dela e tinha uma ESTÁTUA pra ele lá. Aí perguntou o que a gente tava fazendo aqui e respondemos que viemos pra… jogar futebol, hahahaha. Ela riu, perguntou onde, falamos do FC Vova e ela ficou toda animada de ir ver o amistoso de quinta-feira. Em seguida disse que tava na cidade porque tinha uma exposição dela numa galeria ali do lado, ela pinta quadros, nos convidou pra ir ver a exposição. Fiquei pensando que ela seria uma boa companheira pro PAULO ANDRÉ ZIKA DAS ARTES, e nessa altura tínhamos pedido a conta porque a comida tinha sido pouca, o lugar era caro e fomos comer em outro lugar ainda.

No carro, depois de assistir a abertura do mundial júnior de remo num castelo da idade média na antiga capital da Lituânia, observar aranhas tecendo redes no encosto do banco de um restaurante à beira de um rio e fazer amizade com uma pintora finlandesa fã de futebol e do Litmanen, resolvemos declarar o dia 06 de agosto como DIA LITUANO-BRASILEIRO DA ALEATORIEDADE.

E viva a vida.

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2 Respostas para “Eu, Tu, eles: ontem ou um dia randômico

  1. Saudações lituano-aleatórias de Semeliskes, aí pertinho de Trakai.

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