Do ato

Treze.

O número de pessoas que compareceu ao ato de domingo contra a morte do torcedor são-paulino pela polícia em Brasília.

Menos do que os que estavam na fila para o Museu do Futebol, no último dia da exposição sobre as “marcas do Rei”.

Menos do que o número de blogs que retransmitiram o chamado pra ação, que até notícia na Folha Online virou.

Menos até do que o próprio número de jogadores do Autônomos FC que compareceu ao habitual jogo do time aos sábados.

Desanimador, um fracasso, prova de que o futebol não tem a ver com política, diriam alguns.

Não para nós. 

Poucos, mas loucos.

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Que armaram a quadra, esperando a polícia aparecer para o jogo.

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Que distribuíram panfletos sobre o que se passava para os que apareceram pra conferir aquela agitação estranha.

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Que decretaram o W.O. da polícia depois de esperar mais de uma hora.

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E que disputaram uma partida ali mesmo, todos contra todos, sem muitas regras, como é o futebol de rua.

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Três corinthianos, três andreenses, dois juventinos, um santista, um flamenguista, dois portugueses e um torcedor do Ferroviário-CE, membro da Resistência Coral.

Escalados como um time, um único time, autônomo e reivindicativo de uma liberdade cada vez mais tomada.

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Pouca gente? Um retrato do Brasil? Fosse a Argentina estariam milhares de hinchas pelas ruas?

Talvez.

Mas, se não se pode superestimar o que foi na verdade uma confraternização de amigos, também não se pode tirar mérito desses treze primeiros que saíram de suas casas em um domingo frio e com cara de chuva pra firmar presença em algo que julgam essencial para o futebol  e a sociedade.

Porque não se pode tirar leite de pedra, também.

Esperar milhares com 3 dias de agitação apenas e após o término das atividades futebolísticas oficiais seria um deslumbre.

Desvalorizar os treze que compareceram, um desdém.

O que podemos, e devemos, é tomar na medida certa este 14/12, como um ponto de partida para construir algo maior.

Porque já se disse que não começou em Seattle.

E não vai terminar em Atenas.

Política não tem nada a ver com o futebol?

Há controvérsias:

Torcida do Bayern München no jogo contra o Lyon pela UEFA Champions League em 10 de dezembro último

Torcida do Bayern München no jogo contra o Lyon pela UEFA Champions League em 10 de dezembro último

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4 Respostas para “Do ato

  1. Cheguei atrasado…
    Mas eu fui! Só não participei…

  2. Estive por lá por volta das 15h, e acho que não havia começado ainda. Aproveitei e visitei o museu, que é uma agressão ao Pacaembu.

    No mais, é de fato importante fazer o troço, independentemente do tamanho da repercussão. Assim como foi o Jogo das Barricas, assim como é a participação do jovem na política.

    Parabéns a todos pela mobilização!!

    Abraços!

  3. Dava já pra montar um time. Com incríveis dois reservas.

    Acho que futebol tem a ver com política no Brasil quando permea o tema “alienação”.

  4. E por falar em dar tiro ! O atacante(literalmente) Kleber Perreira(que não é Santo) resolveu fazer jus a sua fama de Matador(ou Pistoleiro como queiram !) veja os links abaixo:

    http://201.24.26.129/oimparcial/site/?p=1679

    http://imirante.globo.com/noticias/pagina185124.shtml

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