Ato amanhã!

Ato contra a morte de Nilton César de Jesus

Em 2008, a polícia invadiu campos e levou torcedores e jogadores presos.

Passou a comandar a arbitragem.

Proibiu ainda mais a festa nos estádios, sem faixas, sem cartazes, sem bandeiras.

E pra terminar com chave de ouro, assassinou o torcedor Nilton César de Jesus no último jogo do Campeonato Brasileiro em Brasília.

Já que eles acham que entendem tanto de futebol que tem o direito de estar em todas as camadas do jogo, resolvemos ver se são tudo isso mesmo.

Dia 14/12, na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, nósdo Autônomos FC desafiamos a polícia para um jogo amistoso contra todos os torcedores contrários à essa crescente militarização do futebol.

Um jogo em memória e honra de todos os torcedores assassinados, espancados e humilhados pelos estádios brasileiros. Um jogo que lembre os estragos que a ditadura fez e deixou de herança para todos nós.

Venha participar!

Traga a camisa do seu time, cartazes e faixas de protesto.

A concentração será às 14h no cemitério das Clínicas, onde faremos o velório simbólico da democracia no futebol brasileiro.

Futebol é festa, não guerra. Mas quando somos atacados precisamos nos defender.

Autônomos FC
http://autonomosfc.blogspot.com
autonomosfc@gmail.com

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7 Respostas para “Ato amanhã!

  1. Fala irmão! Grande iniciativa, deu até na Folha.

    E tu carregou o time nas costas no Jogo das Barricas! Abraço!

  2. Moro em BH. Participarei sim, na torcida. Mas com vocês de alguma forma. Kadj e Juca: não sei como agradecê-los pela contribuição à democracia, ao futebol e à sociedade que vocês vêem dando em seus respectivos blogs. Kadj, por favor, poste aqui o vídeo ou um relato do que fizeram lá, ok? Grande abraço. E devagar com o andor.

  3. Maximiano Moreira do N neto

    Com certeza o policial errou e de maneira grosseira e por isso deve ser punido na forma da lei. Porém se o torcedor tivesse apenas ido ao estádio, visto o jogo e depois tivesse ido embora nada disso teria acontecido. Não são santos.

    • Ninguém precisa ser santo pra ter direito à vida.
      Não importa se ele estava atirando pedras, pulando amarelinha ou descascando batatas. Uma vez rendido, foi assassinado friamente sem necessidade por um policial com 20 anos de corporação.
      Além disso, o ato é contra a crescente militarização do futebol, com a polícia em todas as esferas, que culmina em coisas como essa morte.

  4. Pingback: Do ato « kadj oman

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