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Vídeos sensacionais e uma novela melhor ainda

Fora de Jogo no RS: vídeo emocionante feito pelo Davi:

Ramones assim VOCÊ NUNCA VIU:


Tá endireitando com a idade? Tome DIREITIL:


O Tigre e O Dragão + Escrava Isaura =


Mar de Paixão, uma novela de André Dahmer e Arnaldo Branco:

http://www.oesquema.com.br/mauhumor/2009/07/24/mega-teaser-multiplus.htm

Niemeyer e Hitchcock: entre pombos e cágados

Estava vendo uns vídeos no YouTube e me deparei com este ataque de um cágado, esse animal feroz e bestial, a um pombo pobre e indefeso e sujo e transmissor de AIDS, hepatite, gonorréia e gripe suína.
Aí me lembrei de uma cena de cinema que a Tate, amiga de Brasília, nos proporcionou certa vez.
Pros idos de 2003, estava eu na capital federal, essa cidade seca e horrível maravilhosamente planejada e arquitetonicamente detestável incrível. Tate me levou pra passear no Congresso, ver aquele bando de funcionário público roubando trabalhando honestamente 3 horas por dia.
Lá, está erguido a décima maravilha do mundo – a nona é o Minhocão: um pombal – isso mesmo, um ninho de pombos – construído pelo grandissíssimo Niemeyer.
(foto)
Você não está enganado: parece um pregador gigante.
Um pombal, como era de se esperar, junta pombos. Muitos pombos.
Eu e a Tate comíamos hamburguer – vegano, lógico – quando ela percebeu que uma pooobre pombinha tinha uma sacolinha plástica presa em sua pooobre asinha.
Tate era uma defensora dos animais. Uma ativista política vegana. Não podia deixar aquilo passar na sua frente.
E começou a tentar pegar a pooobre pombinha pra tirar a sacolinha de sua pooobre asinha.
Só que a pooobre pombinha era inteligente e fugia do contato humano – uma sacolinha na asa já era suficiente pra ela de presente daquela raça. E a Tate começou a ficar desesperada.
Eu tentei argumentar que a pooobre pombinha estava bem assim, a sacolinha era como um pára-quedas, um freio artificial. Ela era quase um Robocop, um Batman dos pombos, tinha um plus tecnológico que suas irmãs nunca teríam – ou até cruzarem o caminho de um humano, provavelmente.
Aposto que a pooobre pombinha da sacolinha plástica não seria devorada pelo cágado do começo da história.
Mas Tate estava decidida, e teve uma idéia: e se ela atirasse umas migalhas de pão dos nossos hamburgueres pra atrair a pooobre pombinha?
Não tinha porque não dar certo, não é mesmo?
Milhões de pombas + migalhas de pão, o que pode sair errado?
Bem… isto:
Aparentemente, Hitchcock teve inspiração pra escrever “Os Pássaros” depois de conhecer Brasília.
Fomos perseguidos por 1.000.000.000.000.000.000.000 de pombos a pé – ainda bem, porque se eles tivessem vindo voando a gente estaria todo coberto de cocô na merda.
Sorte que os pombos, como pode comprovar nosso amigo cágado, não são animais deveras inteligentes. E foi só a gente apertar o passo e jogar todos os pães no chão pedindo perdão dar a volta no pregador pra eles se perderem na perseguição.
Desde então, a Tate nunca mais tentou salvar uma pooobe pombinha.
Nem de sacolinhas, nem de cágados.
E eu ainda vou pendurar uma faixa naquele pregador escrito “ei, Niemeyer, você já sabe a rima”.

Estava vendo uns vídeos no YouTube e me deparei com este ataque de um cágado, esse animal feroz e bestial, a um pombo pobre e indefeso e sujo e transmissor de AIDS, hepatite, gonorréia e gripe suína.

Aí me lembrei de uma cena de cinema que a Tate, amiga de Brasília, nos proporcionou certa vez.

Pros idos de 2003, estava eu na capital federal, essa cidade seca e horrível maravilhosamente planejada e arquitetonicamente detestável incrível. Tate me levou pra passear no Congresso, ver aquele bando de funcionário público roubando trabalhando honestamente 3 horas por dia.

Lá, está erguida a décima maravilha do mundo – a nona é o Minhocão: um pombal – isso mesmo, um ninho de pombos – construído pelo grandissíssimo Niemeyer.

Você não está enganado: parece um pregador gigante. É a arte!

Você não está enganado: parece um pregador gigante. É a arte!

Um pombal, como era de se esperar, junta pombos. Muitos pombos.

Eu e a Tate comíamos hambúrguer – vegano, lógico – quando ela percebeu que uma pooobre pombinha tinha uma sacolinha plástica presa em sua pooobre asinha.

Tate era uma defensora dos animais. Uma ativista política vegana. Não podia deixar aquilo passar na sua frente.

E começou a tentar pegar a pooobre pombinha pra tirar a sacolinha de sua pooobre asinha.

Só que a pooobre pombinha era inteligente e fugia do contato humano – uma sacolinha na asa já era suficiente pra ela de presente daquela raça. E a Tate começou a ficar desesperada.

Eu tentei argumentar que foda-se a pooobre pombinha estava bem assim, a sacolinha era como um pára-quedas, um freio artificial. Ela era quase um Robocop, um Batman dos pombos, tinha um plus tecnológico que suas irmãs nunca teríam – ou ao menos até cruzarem o caminho de um humano, provavelmente.

(Aposto que a pooobre pombinha da sacolinha plástica não seria devorada pelo cágado do começo da história. )

Mas Tate estava decidida, e teve uma idéia: e se ela atirasse umas migalhas de pão dos nossos hambúrgueres pra atrair a pooobre pombinha?

Não tinha porque não dar certo, não é mesmo?

Milhões de pombas + migalhas de pão, o que poderia sair errado?

Bem… isto:

Aparentemente, Hitchcock teve inspiração pra escrever Os Pássaros depois de conhecer Brasília.Aparentemente, Hitchcock teve inspiração pra escrever Os Pássaros depois de conhecer Brasília.Aparentemente, Hitchcock teve inspiração pra escrever Os Pássaros depois de conhecer Brasília.Aparentemente, Hitchcock teve inspiração pra escrever Os Pássaros depois de conhecer Brasília.Aparentemente, Hitchcock teve inspiração pra escrever Os Pássaros depois de conhecer Brasília.

Aparentemente, Hitchcock teve inspiração pra escrever "Os Pássaros" depois de conhecer Brasília.

Fomos perseguidos por 1.000.000.000.000.000.000.000 de pombos.

Mas, ao contrário da imagem, a pé – ainda bem, porque se eles tivessem vindo voando a gente estaria todo coberto de cocô na merda.

Sorte que os pombos, como pôde comprovar nosso amigo cágado, não são animais deveras inteligentes. E foi só a gente apertar o passo e jogar todos os pães no chão pedindo perdão dar a volta no pregador pra eles se perderem na perseguição.

Desde então, a Tate nunca mais tentou salvar uma pooobre pombinha.

Nem de sacolinhas, nem de cágados.

E eu ainda vou pendurar uma faixa naquele pregador escrito “ei, Niemeyer, você já sabe a rima”.

***

PS.: Dedico este post à minha mãe, que atravessa a rua toda vez que há um pombo – ou qualquer outro animal voador – na mesma calçada que ela.

Mãe, compra um cágado!

Crônicas portenhas – parte I

Voltei da terra da prata fazem uns dias já, mas só agora consegui me recompor para contar alguma coisa.

E como não dá pra ir à Argentina sem pensar em futebol, a saga começa com ele.

Então, senhoras e senhores, entra em campo a Seleção Brasileira que vai à Argentina defender as cores canarinhas.

Vamos à escalação do time.

No meio campo, organizando as jogadas com maestria, Leonor Macedo.

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No ataque, leve, feliz e saltitante como bom bambi que é, Alejandro Cuesta.

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Na defesa, cuidando para que o time esteja sempre seguro de sua posição (ou seja, o responsável pelos bilhetes do metrô), eu.

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E no gol, não deixando passar desaforo nenhum, Wandeko.

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Pois é, foram doze dias em terras hermanas. Doze dias de férias, azaração e uma galerinha da pesada aprontando muuuuita confusão… ou não.

Cerveja, isso sim, com certeza teve. Quilmes e Stella Artois de um litro mais calor: faça as contas.

E argentinos e argentinas, também, teve aos montes. Desfilando pelas ruas, uma verdadeira fashion week permanente. Haja olho azul nesse mundo. Embora parando pra pensar com calma tenha sido com eles que menos conversei – ao mesmo tempo em que quando encontrei uma argentina pra conversar… bem… maldito castellano-com-a-língua-entre-os-dentes, irresistível.

Mas o que importa é que foi divertido, um monte. Mesmo com alguns estresses. E tem tanta coisa pra contar que nem sei por onde começar… mentira, sei sim: La Bombonera.

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O estádio do Club Atletico Boca Juniors poderia ser resumido numa Rua Javari de três andares. O que, em jogo importante com casa cheia, deve ser monumental – com perdão do trocadilho. 

Mas, sinceramente, o que eu vi naquele Boca 3 – 0 Argentinos Juniors não foi muito diferente do que vejo por aqui num Corinthians 3 – 0 Marília no Pacaembu: uma hinchada que canta o tempo todo e o resto que sobe e desce junto com o jogo.

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E falando em Corinthians…

Parede da Bombonera

Parede da Bombonera

Fora do estádio, aí sim, outra história. Muito mais organização, ruas no entorno fechadas bem antes da hora do jogo, divisão de quem entra por qual portão sem haver tumulto, nem sequer um policial intimidador – ok, não estávamos no setor da La Doce, então isso conta – e muito comércio. O entorno do estádio do Boca é um típico lugar pra turista otário, onde você pode comprar mais caro a mesma coisa que compraria no centro de Buenos Aires três vezes mais barato. Aliás, toda Buenos Aires – capital federal – é um grande pega-turista.

Do jogo, ficaram duas impressões fortes: o respeito que se tem com o minuto de silêncio – a hinchada toda simplesmente cala por completo – e a adoração à Riquelme, preferido todo o tempo em relação ao deus maior xeneize Maradona.

Maradona, inclusive, que encontramos dando uma volta pelo Caminito, espécie de centro antigo do bairro da Boca:

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E já que saí do estádio pra falar do Caminito, vamos a ele.

Encantador, assim posso resumi-lo.

Uma rua antiga com casinhas coloridas, muito comércio de rua, restaurantes, estatuetas (aliás, estátua é o que não falta em Buenos Aires, lado a lado com bosta de cachorro). E muita adoração ao Boca Juniors:

Por lá tiramos muitas fotos, até uma com o Cartola:

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E encontramos um argentino que fez questão de homenagear o São Paulo (o vídeo não é nosso, mas ele fez igualzinho com a gente):

Agora, uma dica boa pra quem quer ir à Boca e à Bombonera sem se foder é chegar no estádio umas 5 horas antes do jogo, comprar seu ingresso na bilheteria normal sem superfaturamento, dar uma volta pela Boca ou por algum bairro próximo e voltar uma ou duas horas antes do jogo. Isso, claro, se tratando de um jogo sem maior relevância como esse Boca – Argentinos Juniors a que fomos.

E como esse post já tá grande demais, vamos parar por aqui.

Não sem um vídeo final pra ilustrar o espírito Xeneize:

E não sem cenas dos próximos capítulos:

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Férias

Como antes anunciado por aqui, estou indo amanhã pra Argentina, a terra da prata.

Assim sendo, o blog ficará sem movimento por um tempo – estarei por lá do dia 14 ao dia 26.

Mas não chorem, se alguma coisa bizarra me acontecer em terras hermanas prometo que acho uma lan house e posto por aqui.